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Anvisa anuncia retomada de testes da vacina CoronaVac
11 de novembro de 2020 às 07:14
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (11) que autorizou a retomada dos testes da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac, no Brasil. As informações são do portal G1.

Os testes foram interrompidos na segunda-feira (9) após a agência relatar um “evento adverso grave”, que ocorreu em 29 de outubro. “A Anvisa informa que acaba de autorizar a retomada do estudo clínico relacionado à vacina Coronavac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan”, disse a agência, em nota ao portal.

Os testes no país são desenvolvidos pelo Instituto Butantan, que também deve produzir a vacina. Nesta terça-feira (10), Dimas Covas, presidente do instituto, afirmou que um voluntário que participava dos testes morreu, mas não havia relação com a vacina.

O Governo de São Paulo, responsável pelo Butantan, afirmou que o evento adverso foi informado à agência no último dia 6. Nesta terça-feira (10), o governo de SP afirmou que a causa provável de morte era suicídio e criticou a decisão da Anvisa.

“Não seria mais justo, mais ético, mais compreensível marcar a reunião para discutir isso?”, questionou Dimas Covas, após dizer que foi informado da decisão de suspensão por e-mail na noite desta segunda, apenas 20 minutos antes de a notícia ter sido divulgada pela imprensa, por onde ele disse ter sido informado.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, disse nesta que a decisão de suspender os testes da vacina Coronavac foi técnica e ocorreu após a agência receber informações incompletas do Instituto Butantan, que deixaram dúvidas sobre o caso.

Com a retomada do estudo, novos voluntários podem ser vacinados. O ensaio está na terceira e última fase de testes. O Instituto Butantan anunciou nesta segunda-feira (9) o início das obras de reforma da fábrica que será responsável pela produção da Coronavac no país.

Passará por esse processo a matéria-prima que o Butantan deverá receber da China nas próximas semanas para a produção de 40 milhões de doses. Outros 6 milhões de doses chegarão já prontas do país asiático.

Diário do Nordeste

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