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Dino está decidindo em favor de Lula? Web detona ministro em polêmica envolvendo padroeira do Brasil

29 de setembro de 2026 às 05:02
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Dino está decidindo em favor de Lula? Web detona ministro em polêmica envolvendo padroeira do Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após derrubar uma decisão de André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a retirada de publicações relacionadas à informação falsa de que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, apoiaria a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A decisão levou usuários das redes a questionarem a atuação do magistrado.

A controvérsia começou depois que se espalhou nas redes a informação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira caso fosse eleito. A informação é falsa. A campanha do candidato acionou a Justiça Eleitoral e André Mendonça determinou a remoção de publicações que apresentavam a alegação como verdadeira.

Entre os conteúdos retirados estava uma publicação do humorista Antonio Tabet. Sem mencionar nominalmente Flávio Bolsonaro, ele escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. A defesa recorreu ao STF contra a remoção.

Ao analisar o caso no domingo (27), Dino derrubou a determinação de Mendonça e ordenou o restabelecimento da publicação de Tabet e de outros conteúdos excluídos pelo mesmo fundamento. Para o ministro, seria necessário presumir que a expressão “família miliciana” fazia referência a Flávio Bolsonaro para estabelecer uma ligação direta entre a postagem e o candidato.

“Concluo que é impossível enxergar na postagem do peticionário (Tabet) o grau de certeza de ilicitude para – sem a adequada instrução processual – extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa (…)”, afirmou Dino na decisão.

A medida provocou reação da campanha de Flávio Bolsonaro. O candidato acusou Dino de atuar politicamente em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa presidencial. Essa é uma acusação feita pelo candidato e não uma conclusão estabelecida pelas decisões judiciais sobre o caso.

A repercussão também chegou às redes sociais, onde usuários criticaram a decisão e passaram a questionar a imparcialidade do ministro. Entre as publicações que circularam estava a afirmação de que “Flávio Dino vai anular as eleições em caso de derrota do Lula”, acompanhada da frase “Está bem claro o movimento”. Não há, porém, decisão ou anúncio de Dino determinando a anulação de uma eventual derrota de Lula.

A decisão de Dino também provocou reação dentro do Judiciário. Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, preparou uma reação ao episódio e pretendia discutir com o presidente do STF, Edson Fachin, a distribuição do processo.

A disputa ganhou um novo capítulo na noite de segunda-feira (28). O ministro Luiz Fux suspendeu os efeitos da decisão de Dino e restabeleceu a determinação de André Mendonça para que as publicações permanecessem fora do ar. Fux também determinou que a questão seja submetida ao plenário do Supremo.

msn