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Ford fecha fábricas no Brasil; a de Horizonte fechará no 4º trimestre
11 de janeiro de 2021 às 12:55
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A Ford acaba de anunciar que fechará suas fábricas de automóveis no Brasil.

A noticia, divulgada em comunicado oficial, surpreendeu o mercado em pleno pregão da Bolsa de Valores B3.

Mas a fábrica dos jipes Troller, em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, que pertence àmultinacional norte-americana, permanecerá operando até o quarto trimestre deste ano.

Agora, o detalhe desta informação: a Ford manterá sua base de produção na Argentina e no Uruguai.

Pelo menos 5 mil pessoas perderão seus empregos no Brasi, o Nordeste e, especificamente, o Ceará no meio.

A produção será imediatamente suspensa na fábrica baiana de Camaçari.

Em comunicado ao mercado, a Ford anuncia que “atenderá a região com seu portfólio global de produtos, incluindo alguns dos veículos mais conhecidos da marca como a nova picape Ranger produzida na Argentina, a nova Transit, o Bronco, o Mustang Mach 1, e planeja acelerar o lançamento de diversos novos modelos conectados e eletrificados. A Ford mantém assistência total ao consumidor com operações de vendas, serviços, peças de reposição e garantia para seus clientes no Brasil e na América do Sul. A empresa também manterá o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e sua sede regional em São Paulo”.

Como consequência dessa decisão, a Ford encerrará as vendas dos modelos EcoSport, Ka e T4 assim tão logo se esgotem os estoques.

“A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford. “Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil”, acrescenta o comunicado.

Ainda de acordo com o comunicado, a empresa trabalhar “em estreita colaboração com os sindicatos e outros parceiros no desenvolvimento de um plano justo e equilibrado para minimizar os impactos do encerramento da produção”.

Diário do Nordeste

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