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Homem é condenado a 25 anos de prisão por matar namorada grávida no Ceará

24 de fevereiro de 2026 às 20:29
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O Tribunal Popular do Júri da Comarca de Caucaia condenou nesta terça-feira (24) Ivan da Silva Barros a 25 anos e seis meses de prisão pela morte da namorada Francisca Patrícia de Sousa, de 27 anos. A jovem, assassinada em junho de 2023, estava grávida de cinco meses, de um filho que não era do companheiro.

Patrícia foi encontrada morta por um vizinho em um apartamento no Parque Guadalajara, no Distrito de Jurema, em Caucaia. À época do crime, o então casal estava junto há cerca de quatro meses, conforme depoimentos da família da jovem.

A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Caucaia. O condenado Ivan da Silva Barros teve a prisão mantida.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do réu. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Ivan foi sentenciado a 22 anos e seis meses de reclusão por feminicídio em regime inicial fechado, somados a mais 3 anos pelo crime de aborto, por conta da morte do feto. A pena foi aumentada, pois o crime foi praticado durante a gravidez de Patrícia.

AGRESSOR CONFESSOU CRIME

O homem confessou o crime, mas disse que a agrediu somente porque foi atingido por um copo de vidro. Ele afirmou ter a esganado e a jogado contra a parede.

O agressor fugiu após o crime, mas depois se apresentou na delegacia. Inicialmente, ele havia dito somente ter empurrado a mulher, mas o laudo cadavérico da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) indicou a causa da morte como asfixia mecânica por constrição cervical (esganadura).

Ainda segundo o interrogatório de Ivan, a morte aconteceu em um dia em que o casal discutia, após ele ser questionado por Patrícia por mandar dinheiro para a esposa e o filho.Ele era casado, mas mesmo assim mantinha um namoro com a vítima, e disse em depoimento que ela sabia.

Segundo documentos obtidos pela reportagem, a irmã de Patrícia disse em depoimento que a vítima enviou a ela mensagens no WhatsApp em “tom aflito”, e chegou a se referir ao companheiro como “satanás”. Ela havia expressado o desejo de voltar para casa, no município de Tamboril, mas estava sendo impedida por Ivan.

Patrícia estava em Caucaia por conta do trabalho de Ivan, que fazia manutenção de antenas de internet, segundo a irmã da vítima relatou em depoimento.

Diario do Nordeste