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Cruzada antimáscara vira batalha política nos EUA
1 de julho de 2020 às 09:14
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Recostado na poltrona do avião, um homem dorme tranquilamente. O boné com o slogan da campanha de Donald Trump pede uma América grande de novo. Fones de ouvido ajudam a abafar o som ao redor, enquanto a máscara que deveria cobrir o nariz e a boca está posicionada sobre os olhos.

 A imagem foi postada nas redes sociais e viralizou no último fim de semana como o mais novo reflexo da disputa política que se tornou o uso das máscaras nos EUA.

Enquanto a maior parte dos americanos segue a recomendação médica de utilizar o item no combate à propagação do coronavírus, um pequeno grupo –estimulado pela retórica negacionista do presidente– se lançou em uma cruzada antimáscaras.

Seus adeptos argumentam que cada indivíduo tem liberdade para escolher hábitos e comportamentos que vão adotar, mesmo em meio à pandemia que já matou mais de 126 mil pessoas no país.

Trump é um dos baluartes dessa minoria. Nunca é visto de máscara e não concorda com sua obrigatoriedade. Prefere o discurso de que seu uso é uma “escolha pessoal” ao mesmo tempo em que diz que a população deve seguir as recomendações durante a fase de reabertura econômica.

Ao menos 19 dos 50 estados americanos, incluindo Califórnia, Nova York e a capital, Washington, exigem distanciamento social e o uso de máscaras em lugares públicos, mas cenas de pessoas que se recusam a fazê-lo têm se multiplicado desde maio, muitas vezes de forma violenta.

Naquele mês, ainda no início da reabertura, o segurança de um supermercado em Flint, em Michigan, foi morto a tiros por um cliente que não concordava com a ordem de colocar a máscara enquanto estivesse dentro do local.

No sábado (27), em outro supermercado, dessa vez na Califórnia, uma mulher respondeu com berros de “democratas porcos” funcionários e clientes que pediam a ela que cobrisse o rosto.

Nesses estados, trabalhadores de mercados, mercearias, bares e restaurantes podem se recusar a atender quem não quiser cumprir a ordem local.

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