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São Paulo promete entregar resultado de testes de vacina chinesa na próxima semana
16 de outubro de 2020 às 13:36
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o próximo dia 21 é a data-limite para a definição de como será feita a aplicação da vacina Coronavac, contra o novo coronavírus em desenvolvimento pelo Instituto Butantan.  Nesta data, Doria tem reunião prevista com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a fim de decidir se o governo federal fará a aquisição, distribuição e aplicação do imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o governador, a última fase de testes para a Coronavac termina na próxima segunda-feira,  quando os resultados já serão entregues à Anvisa.

Ele afirma ainda que a primeira encomenda d6 milhões de doses chega a São Paulo até o final deste mês e que a capacidade de imunização para a população do Estado está mantida, mesmo sem o apoio federal.

“O que São Paulo deseja é compartilhar a vacina brasileira do Butantan juntamente com o laboratório Sinovac para que outros Estados brasileiros possam também vacinar os seus habitantes. São Paulo vai vacinar, já garanti que aqui os 45 milhões de brasileiros serão vacinados”, disse o governador.

Em paralelo, Doria tem se encontrado com representantes de outros Estados. Caso o governo federal opte por não fazer a compra do imunizante, o governador de São Paulo disse não descartar negociar diretamente com outros Estados.

A vacina, produzida pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac, está na fase 3 de testes com humanos a mais avançada no desenvolvimento de imunizantes. “Nossa posição é não politizar a vacina. Ela não pode estar contaminada por nenhum processo que não seja de ordem científica. A Coronavac é a mais avançada que temos neste momento”, disse Doria.

Ele frisou ainda que irá comparecer acompanhado de parlamentares às reuniões que terá na próxima quarta (21), com representantes do Ministério da Saúde e da Anvisa. “Vamos em missão de paz, mas com a certeza que desejamos ter a vacina para os brasileiros de São Paulo e do Brasil.”

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que avalia constantemente novas possibilidades para um imunizante e “permanece em contato com o Butantan e outros institutos nacionais que buscam parcerias com laboratórios estrangeiros”. Segundo a pasta, a vacina que ficar pronta primeiro, atendendo todos os critérios de segurança e eficácia exigidos pela Anvisa, “será uma opção para aquisição”.

“Cabe dizer que a pasta já firmou duas parcerias – com AstraZeneca e Covax Facility – que somam a aquisição de 140 milhões de doses para a população brasileira. O Ministério ainda acompanha mais de 200 estudos que buscam a identificação de uma vacina contra a Ccovid-19, com o objetivo de encontrar uma cura efetiva e segura para a doença. A intenção é disponibilizar aos brasileiros, tão cedo quanto possível, uma vacina eficaz, em quantidade e qualidade para atender a população”, afirmou.

Diário do Nordeste

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