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Envolvidos na “lavagem” do dinheiro do PCC levam vida de luxo e ostentação no Ceará
25 de novembro de 2020 às 06:00
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Casas de luxo ocupadas pelos “alvos” da operação da PF podem ser sequestradas pela Justiça
Casas luxuosas e carros importados: patrimônio do crime se expande no Ceará

Carros importados e blindados, mansões e apartamentos de luxo em condomínios de altíssimo gabarito. Assim tem sido a vida luxuosa e de ostentação dos “alvos” da operação desencadeada nesta quarta-feira  (25) pela Polícia Federal no Ceará, Minas Gerais e São Paulo. Em Fortaleza e sua Região Metropolitana moram os “barões” do narcotráfico, líderes da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), no Nordeste. Aqui eles “lavam” o dinheiro do tráfico internacional de drogas.

A vida de luxo dos traficantes que agora estão sendo alvos da “Operação Node”, se  assemelha ao estilo e comportamento dos traficantes do PCC mortos no Ceará em fevereiro de 2018. Rogério Jeremias  de Simone, o “Gegê do Mangue”; e Fabiano Alves de Sousa, o “Paca”, foram assassinados na tarde de 15 de fevereiro de 2018, por ordem expressa do comando do PCC.  A ordem partiu do “número um” da organização criminosa, o narcotraficante Marcos William Herbas Camacho, o “Marcola”.

Dinheiro e morte

A trama para a morte dos dois bandidos no Ceará foi planejada minuciosamente e incluiu um falso sobrevoo de helicóptero. Na verdade, os dois foram levados para uma cilada montada pela “Sintonia Fina” do PCC em São Paulo. “Gegê do Mangue” e “Paca” estariam esbanjando dinheiro e muito luxo no Ceará com a arrecadação local da facção. O desvio do dinheiro do PPC foi altíssimo e o prejuízo nos cofres da quadrilha foi pago com a vida de ambos.

Após a morte dos dois traficantes, a PF seguiu em investigações e descobriu que outras pessoas persistiam “lavando” o dinheiro do PCC no Ceará. Foi instaurado um inquérito policial que, hoje (25), desaguou  na “Operação Node”.  Sete mandados judiciais de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Fortaleza, São Paulo e no estado de Minas Gerais. O objetivo é a colheita de provas contra os envolvidos em crimes como lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, tráfico nacional e internacional de drogas e participação em organização criminosa.

Com Informações Fernando Ribeiro

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