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Julgamento de Barberena começa em Paracuru e pode durar mais de dois dias
30 de novembro de 2020 às 08:58
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Marcelo Barberena é acusado de assassinar a esposa e a filha do casal
Há cinco anos, Barberena matou a esposa, Adriana Moura, e a pequena Jade, de 8 meses de vida

Poderá durar mais de dois dias o julgamento do empresário gaúcho Marcelo Barberena, na cidade de Paracuru (a 100Km de Fortaleza) ele senta no banco dos réus na manhã desta segunda-feira (30) para ser julgado pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri Popular. Barberena é acusado de ter assassinado a esposa e a filha do casal, há cinco anos, naquela cidade do litoral norte do estado. Ele nega e quer a absolvição. O Ministério Público e a assistência da acusação pedem condenação máxima.

O crime aconteceu em 2015 em uma casa de veraneio alugada pela família para passar ali um fim de semana de descanso e diversão. No entanto, após uma discussão entre o casal, Barberena teria usado um revólver de calibre 38 para matar a esposa, Adriana Moura Pessoa de Carvalho Morais, que tinha 38 anos de idade; e a filha do casal, Jade, de 8 meses de vida. O crime teve ampla repercussão na época e foi investigado pela equipe do Departamento  de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Marcelo Barberena foi preso em  flagrante e confessou o crime na Polícia por, pelo menos, quarto vezes, porém, na fase processual, negou ter praticado o crime disse que foi pressionado na Polícia para admitir ter praticado o duplo homicídio em família. Uma de suas confissões aconteceu quando a Polícia Civil e a Perícia Forense realizaram, na casa onde aconteceu o crime, a reprodução simulada dos fatos, isto é, a reconstituição.

A Perícia Forense comprovou que não houve arrombamento na casa de veraneio, portanto, nenhum estranho lá esteve durante a prática dos assassinatos. Também através de exames técnicos ficou comprado que partiram do revólver do empresário os disparos de tiros que atingiram as vítimas no quarto onde elas dormiam.

Demorar

A previsão das autoridades é de que o julgamento que começa hoje (30) só terminará na noite de terça-feira (1º). Isso porque serão ouvidas em plenário, nada menos, que 26 testemunhas de defesa e da acusação.  Para garantir a lisura do Júri, a Justiça providenciou o aluguel de quartos em um hotel da cidade onde os membros do Conselho do Júri pernoitarão em regime de incomunicabilidade.  O hotel terá a presença de escolta policial.

Se condenado a pena máxima, o réu pode receber uma pena superior a 60 anos de prisão, a princípio, em regime fechado. Ele aguardou o julgamento em liberdade.

Com Informações Fernando Ribeiro

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