JPMotos
Justiça tira da cadeia advogados cearenses suspeitos de integrar quadrilha que agia em presídios para uma facção
3 de abril de 2020 às 17:05
47
Visualizações

Elisângela Mororó

Em janeiro, Elisângela Mororó simulou ter sido agredida no presídio, para forçar sua soltura

Elisângela Mororó 2

Depois de fugir de Fortaleza, a advogada acabou sendo presa por policiais do Cotar em Catarina 

Dois advogados cearenses, que estão suspensos de exercer a profissão e são suspeitos de integrar uma organização criminosa, foram soltos da cadeia por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (2). Os dois estavam cumprindo prisão preventiva em unidades diferentes do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Ambos teriam ligações com uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios do Ceará.

A primeira a ser solta foi a advogada Elisângela Maria Mororó, que no ano passado fugiu de Fortaleza ao saber que a Justiça havia decretado a sua prisão preventiva. Mas, acabou sendo capturada por policiais do Batalhão de Comando Tático Rural (Cotar), na cidade Catarina, na Região dos Inhamuns (a 394Km de Fortaleza). Por determinação do STJ, ela ficará em prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.

Dois meses após ser levada para o Presídio Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, a advogada somulou ter sido agredida na cadeia para convencer a Justiça a mandá-la para casa em prisão domiciliar. Teria convencido outra detenta a espancá-la. A farsa, porém, foi desfeita pela própria agressora, que disse ter sido corrompida com a promessa de que receberia dinheiro e também seria solta.

Pombos-correio

O segundo a deixar a cadeia foi o advogado Lucas Arruda Rolim, que também é apontado como envolvido com uma organização criminosa que agia dentro dos presídios, facilitando a comunicação entre líderes de uma facção e seus “soldados” fora da cadeia.

A ordem para que os dois advogados fossem soltos partiu do ministro Rogério Schietti Cruz, que julgou os pedidos de habeas corpus impetrados pela defesa dos réus.

A quadrilha de advogados servia de “pombo correio” entre os criminosos presos e os soltos e acabou também se envolvendo em tráfico de drogas, conforme investigações realizadas em sigilo pelo Ministério Público Estadual.

Com Informações Fernando Ribeiro

ComentáriosComentários