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PF e MP encontram ameaças a secretários e autoridades cearenses em celular de chefe de facção
2 de janeiro de 2020 às 13:16
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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Ceará (MPCE) encontraram ameaças a autoridades do Ceará em um aparelho celular que estava na posse de Ednal Braz da Silva, apontado como chefe de facção criminosa. Ele mantinha um celular dentro do presídio e ordenou, enquanto estava preso, a maior onda de ataques já ocorrida no Ceará, com incêndios a ônibus e uso de explosivos em pontes, torres e prédios públicos.

Nas mensagem no celular do criminoso há ameaças de atentados e morte contra secretários estaduais da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, e da Administração Penitenciária (SAP), Mauro Albuquerque; e a outras autoridades como o diretor de um presídio localizado em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A investigação é resultado da Operação Reino de Aragão, realizada em 18 de dezembro. Dez mandados de prisão preventiva foram cumpridos na ação policial. Entre os alvos estavam Ednal Braz e a sua comparsa, a advogada Elisângela Maria Mororó, que já estavam detidos. A defesa dos investigados não foi localizada.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública confirmou “já ter ciência da informação de ameaça e afirma que todas as providências necessárias estão sendo adotadas internamente”. A Secretaria de Administração Penitenciária também foi procurada, mas não se manifestou sobre as ameaças contra as autoridades descobertas nas investigações da PF e do Gaeco.

Identificação por joia

Sexto membro da 'Sociedade do Anel' é identificado com autor das ordens de onda de violência no Ceará — Foto: MPCE/Reprodução

Sexto membro da ‘Sociedade do Anel’ é identificado com autor das ordens de onda de violência no Ceará — Foto: MPCE/Reprodução

Ednal Braz da Silva é paraibano, tem 45 anos e tem passagens pela Polícia por ataques a instituições financeiras. Ele estava recolhido em uma unidade penitenciária estadual de Pernambuco, em Limoeiro, onde conseguia acesso a aparelhos celulares, de acordo com a investigação.

Ednal Braz e a cúpula da facção que comandava eram identificados entre criminosos por meio de uma joia avaliada em R$ 7 mil

As ameças contra as autoridades seriam espalhadas a partir de “salves” (mensagens de ordem) para outros membros da facção que estavam no Ceará, nas redes sociais. Mas o compartilhamento foi evitado com a Operação Torre, em setembro deste ano, e com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra ‘Siciliano’, no presídio de Pernambuco.

Identificação por joia

Sexto membro da 'Sociedade do Anel' é identificado com autor das ordens de onda de violência no Ceará — Foto: MPCE/ReproduçãoSexto membro da 'Sociedade do Anel' é identificado com autor das ordens de onda de violência no Ceará — Foto: MPCE/Reprodução

Sexto membro da ‘Sociedade do Anel’ é identificado com autor das ordens de onda de violência no Ceará — Foto: MPCE/Reprodução

Ednal Braz da Silva é paraibano, tem 45 anos e tem passagens pela Polícia por ataques a instituições financeiras. Ele estava recolhido em uma unidade penitenciária estadual de Pernambuco, em Limoeiro, onde conseguia acesso a aparelhos celulares, de acordo com a investigação.

Ednal Braz e a cúpula da facção que comandava eram identificados entre criminosos por meio de uma joia avaliada em R$ 7 mil

As ameças contra as autoridades seriam espalhadas a partir de “salves” (mensagens de ordem) para outros membros da facção que estavam no Ceará, nas redes sociais. Mas o compartilhamento foi evitado com a Operação Torre, em setembro deste ano, e com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra ‘Siciliano’, no presídio de Pernambuco.

O preso também é suspeito de ordenar crimes contra instituições públicas e privadas, na onda de ataques registrada no Ceará em setembro, com mais de 100 ocorrências, o que foi combatido com a Operação Reino de Aragão.

G1 Ceará

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