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Saiba quem foi Darlan, chefe de facção criminosa morto nesta sexta (31) no Rio
31 de julho de 2020 às 10:22
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Morto a tiros na manhã desta sexta-feira (31), após confronto com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Alban Darlan Batista Guerra, de 25 anos, mais conhecido como ‘Darlan’, era um dos criminosos mais procurados pela Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE). Ele já foi autuado por porte ilegal e disparo de arma de fogo, associação criminosa e homicídios.

Mesmo foragido, Darlan mantinha forte atuação no mundo do crime em território cearense. Ele era apontado como um dos chefes do Comando da Laje, organização criminosa dissidente do Comando Vermelho (CV), com atuação no bairro Padre Júlia Maria, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Também chefiou o tráfico de drogas na região.

De acordo com o escrivão da Delegacia Regional de Caucaia, Josenildo Menezes, Darlan “montou um grupo de adolescentes que foi crescendo. Eles passaram a traficar drogas e se aliaram ao outro lado do (bairro) Padre Júlio Maria. Aumentaram o grupo, receberam apoio de um e de outro e aí surgiu o Comando da Laje”.

Um dos seus comparsas no Ceará era Francisco Cilas de Moura Araújo, conhecido como “Mago”, preso no início de julho em um apartamento no Piauí.

O Governo do Estado do Ceará chegou a oferecer R$ 10 mil como recompensa a quem fornecesse informações sobre o paradeiro de cada um dos dois.

O grupo comandado por Darlan teve uma baixa no último dia 28 de janeiro. Em uma operação das polícias Civil e Militar, Heldevan Barbosa do Nascimento, de 18 anos, foi preso por tráfico de drogas. Ele era considerado o braço-direito de ‘Darlan’.

Com ele, quatro adolescentes foram apreendidos e, contra eles, foram lavrados atos infracionais semelhantes ao crime de tráfico de drogas e posse de drogas para uso pessoal.

Legenda: Darlan matou o próprio cunhado em Caucaia, em fevereiro deste ano, e fugiu da polícia pela 3ª vez seguida
Foto: Leábem Monteiro

Homicídios: de advogado a cunhado

Apesar da baixa e de estar no topo dos criminosos procurados pela polícia cearense, Darlan foi autor de um crime registrado no último dia 10 fevereiro, em Caucaia.

Na ocasião, o faccionado conseguiu fugir pela terceiras vez da polícia, após executar o próprio cunhado, identificado como Francisco José da Silva Barros, 30 anos.

A motivação para o assassinato seria uma discussão que a vítima teria tido com a esposa – e irmã de Darlan. O criminoso descobriu que o cunhado havia agredido sua irmã e, por isto, resolveu vingar-se pela violência causada.

A vítima tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas, receptação e formação de quadrilha.

Além de matar o próprio cunhado e outras seis pessoas, Darlan também era suspeito de ter assassinado, em julho de 2018, o policial civil aposentado, ex-vereador e advogado criminalista Francisco Erivaldo Rodrigues, de 55 anos.

Com antecedentes criminais por  estelionato, bem como porte ilegal de arma de fogo, o policial aposentado foi morto com tiros na cabeça, dentro do escritório onde costumava advogar, no bairro Novo Pabussu, em Fortaleza.

A principal linha de investigação da polícia, à época, era de que o crime havia sido motivado pela atuação do advogado em sua última função. Porém, outras hipóteses não foram descartadas.

Em 2017, Darlan foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), pelo assassinato de José Nilson de Abreu Oliveira, no dia 20 de janeiro daquele ano, na região de Caucaia.

Conforme a Instituição, a vítima foi morta a tiros em frente à casa do faccionado ao ir até o endereço para entregar um televisor, previamente negociado.

Diário do Nordeste

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