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Quixelô e Ipaumirim são as piores cidades do Ceará em desenvolvimento municipal; veja lista

13 de maio de 2025 às 10:00
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Os três municípios com o menor desenvolvimento socioeconômico do Ceará são Quixelô, Ipaumirim e Lavras da Mangabeira. Os dados são do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que usa como base o ano de 2023.

Os dados, elaborados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foram divulgados nesta quinta-feira (8). Ao todo foram analisados 5.550 municípios brasileiros, que respondem por 99,96% da população. No IFDM geral do Brasil, Quixelô, Ipaumirim e Lavras de Mangabeira aparecem em 4.914º, 4.592º e 4.575º, respectivamente.

No caso destas cidades, o que as manteve ainda relacionadas no índice baixo, segundo pior neste ranking, ficando a frente, apenas, do crítico, foi o pilar educação, com resultados que as colocaria na posição de moderados, com notas entre 0,65 e 0,62. Aliás, foi este o quesito que fez a diferença para o Ceará não ter nenhum município em estado crítico de desenvolvimento.

No pilar saúde, os três aparecem com um desenvolvimento baixo, mas é no pilar emprego e renda que a avaliação apontou um resultado crítico, sendo que Quixelô apresenta a pior nota entre os três (0,3006).

 

Dez piores cidades do Ceará em desenvolvimento

(Da menor para a maior nota)

  1. Quixelô: 0,4582
  2. Ipaumirim: 0,4869
  3. Lavras da Mangabeira: 0,4880
  4. Tururu: 0,4894
  5. Paramoti: 0,4926
  6. Ibaretama: 0,4929
  7. Parambu: 0,4977
  8. Santana do Cariri: 0,4992
  9. Orós: 0,5015
  10. Jardim: 0,5020

Ainda nos destaques negativos, o município de Tururu aparece como um dos que teve a maior queda em posições. Ele foi da 54ª para a 181ª colocação no ranking estadual em uma década. No quesito emprego e renda, caiu 21,5% no período. Já na saúde teve evolução mínima 5,5% e, na educação, foi a cidade do Ceará que menos cresceu, com 47,7%.

Como é calculado o IFDM

Criado em 2008 e atualizado neste ano com nova metodologia, o estudo é composto pelos indicadores de emprego  e renda, saúde e educação e varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 maior o desenvolvimento socioeconômico. Através dessa pontuação, é possível avaliar o município de forma geral e específica em cada um dos indicadores. O estudo permite, ainda, avaliação absoluta por município e ano e comparações entre cidades e anos anteriores.

Tanto a avaliação geral quanto as análises isoladas dos indicadores são classificadas em quatro conceitos de desenvolvimento:

  • Crítico: entre 0 e 0,4
  • Baixo: entre 0,4 e 0,6
  • Moderado: entre 0,6 e 0,8
  • Alto: entre 0,8 e 1

 

Fonte: Diariodonordeste