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WhatsApp: usuários têm até dia 15 de maio para aceitar ou não novos termos
7 de maio de 2021 às 10:20
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Os usuários que ainda não aceitaram os novos termos de privacidade do WhatsApp têm até o próximo dia 15 de maio para darem seu veredito. A partir deste dia, quem não aceitar a política, não poderá acessar as funcionalidades principais do mensageiro como envio de mensagens e ligações.

Aceitando os novos termos, o usuário autoriza que o Facebook absorva informações das pessoas que utilizam o aplicativo para impulsionar a monetização de conteúdos nas redes sociais – ou seja, gerando anúncios mais personalizados, grande parte da renda da Facebook Inc, empresa que comanda as duas redes sociais. À época, o anúncio gerou debates sobre a privacidade dos usuários e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que fez o prazo de aceite ou não ser postergado do dia 8 de fevereiro para 15 de maio no Brasil.

Mesmo com o conteúdo criptografado, como constantemente divulga o WhatsApp, dados como nomes de contatos, números de telefone, consumo de bateria do smartphone, fuso horário, modelo do dispositivo e idioma utilizado pelo usuário poderão ser compartilhados com o Facebook e otimizados para produção de anúncios e conversação com empresas através do aplicativo.

O compartilhamento desses dados acontece desde 2016 – ano em que o Facebook comprou o mensageiro. À época, o fluxo dos dados entre as duas redes sociais era opcional, principal diferença quando comparado à nova política que torna a integração obrigatória. É possível verificar se houve o aceite ou não desses termos antigos e dos novos termos, além de outras informações sobre sua conta, seguindo os passos abaixo:

Sobre os novos termos, o WhatsApp segue enviando lembretes aos que não aceitaram a política. Cercado por polêmicas e debates sobre a privacidade de seus usuários, o WhatsApp criou uma seção especial em seu site para tirar dúvidas sobre o uso da LGPD e o mensageiro no Brasil.

Órgãos preparam recomendação para combater monopólio da empresa

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Ministério Público Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Autoridade Nacional de Proteção de Dados e Secretaria Nacional do Consumidor preparam uma recomendação ao WhatsApp para que a mudança da política seja adiada.

A preocupação dos órgãos é que a integração dos dados ainda tem questionamentos do ponto de vista de privacidade, consumo e concorrencial. Segundo o jornal, a ideia é que o WhatsApp primeiro adie a entrada em vigor dos novos termos de uso e depois incorpore considerações que limitem a exposição de dados do consumidor na exploração comercial. A recomendação conjunta não tem caráter obrigatório, mas é um sinal de alerta a empresa no País.

Fonte: O Povo

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