PARTICIPE!
(88) 9 9711-2955

Pastor preso por crimes sexuais sob pretexto de cura espiritual vira réu na Justiça

6 de julho de 2026 às 18:40
118
Visualizações

O pastor Alan Pereira Vicente, de 38 anos, preso em maio deste ano acusado de violentar sexualmente mulheres que frequentavam a igreja que liderava, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelos crimes de estupro e violação sexual mediante fraude.

O homem havia sido preso preventivamente no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, após ser denunciado pelas vítimas.

Diante da decisão, tomada a partir de elementos citados como suficientes para a ação penal, o líder evangélico será ouvido pela Justiça. Vítimas e testemunhas do caso também devem ser ouvidas.

Segundo o MPCE, Alan Pereira Vicente se aproveitava da posição de liderança religiosapara “manipular as vítimas mediante discursos de cunho espiritual”.

Ele dizia possuir dons sobrenaturais capazes de identificar doenças e realizar curas, submetendo fiéis a supostos rituais de “cura espiritual”.

Ainda conforme as investigações do caso, Alan ainda dizia que as mulheres estavam doentes. Uma das vítimas chegou a ouvir que estaria com câncer no útero, sendo encaminhada a um atendimento privado.

Esses momentos, no entanto, consistiam na prática de atos libidinosos e outros crimes de natureza sexual.

DENÚNCIAS CONTRA PASTOR LEVARAM À PRISÃO

Em maio deste ano, ao menos três mulheres denunciaram Alan por atos semelhantes aos citados. Uma das vítimas relatou que o líder religioso sempre utilizava uma “desculpa” para encontrar as mulheres em posições vulneráveis, alegando “que elas tinham câncer e era preciso tirar uma bola de sangue que havia no útero”.

Outro relato apontou que uma das vítimas foi convencida a ir a um motel pelo pastor, sob alegações de que um ritual precisava ser feito nela. A mulher afirmou ter procurado Alan porque vinha tendo complicações depois do parto.

Ele, por sua vez, teria dito à mulher que “ela tinha algo espiritual e que precisava colocar a mão dentro da parte íntima dela para retirar essa bola”.

Após questionamentos sobre isso era necessário, o pastor afirmou que sim, citando um trecho da Bíblia e relatando que “já tinha sugerido isso para outra irmã na igreja, mas que essa irmã não permitiu e que ela veio a falecer dessa suposta doença”.

Além dos crimes sexuais, o pastor ainda teria ameaçado as vítimas. Ao saber das denúncias, ele supostamente as ameaçou, argumentando que repassaria as informações à facção que, segundo ele, predominava na região.

O pastor também é acusado de fazer afirmações de cunho sexual dentro do ambiente religioso, assim como também teria tentado difamar as vítimas dos abusos dentro da igreja diante da possibilidade de ser exposto.

Diario do Nordeste